Esta semana na Venezuela, foi divulgado pela imprensa do estado de Zulia, no oeste venezuelano, que será lançado um sistema para limitar a compra de alimentos e outras mercadorias, com o pretexto de acabar com o crescimento do capitalismo. Os consumidores do país têm suportado longas filas ou precisado visitar várias lojas para encontrar produtos básicos, que variam de papel higiênico à manteiga, numa escassez atraída em parte por uma falta de moeda forte para garantir as importações.
Para evitar que sejam comprados os mesmos produtos em lojas diferentes no mesmo dia, será implantado um sistema digital em 65 mercados na capital de Zulia, Maracaibo, e no município vizinho de San Francisco. Isso permite que o custo de produtos básicos - como arroz, farinha, leite, pasta de dente e fraldas - fique bem abaixo do valor de mercado, ao mesmo tempo em que é podada a tentação dos consumidores de comprá-los em grandes quantidades e revendê-los durante períodos de escassez.
A oposição diz que essa escassez mostra que o modelo de controles de preço e as frequentes nacionalizações propostas pelo Estado estão a caminho do fracasso.
Por Iaçanã Castro, EM 133.
Nenhum comentário:
Postar um comentário