sexta-feira, 14 de junho de 2013

[BRASIL] Ao menos 50 indígenas são assassinados ao ano no Brasil, mostram dados do Cimi


Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), situação atual da luta dos povos originários é negativo no país: enquanto as homologações anuais de terras diminuem, a pressão de grupos ligados ao agronegócio e os assassinatos de indígenas aumentam. Apenas nos últimos dias, dois indígenas terenas foram mortos no Mato Grosso do Sul.

As informações do Cimi mostram que mais de 500 indígenas foram mortos na última década, e que a frequência das demarcações diminuiu nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Desde 2006, pelo menos cinquenta indígenas são assassinados por ano no país – por diferentes motivos, e com a maioria das mortes tendo lugar: no Mato Grosso do Sul. Em 2012, com 61 ocorrências de assassinatos, teria sido o mais violento dos últimos cinco anos.

Para Roberto Liebgott filósofo que atua no Cimi, são várias as causas que se escondem por trás dos números e do sangue: “os assassinatos têm características diferentes. Há casos que ocorrem da luta direta pela terra, como nas situações em que latifundiários mandam matar lideranças indígenas. Mas há, também, confrontos que acontecem nos processos de reintegração de posse, quando a polícia alveja indígenas que se manifestam”. Por outro lado, parte das mortes também ocorre dentro dos próprios territórios indígenas – terras muitas vezes marcadas por acessos precários à saúde, ensino e alimentação.

Essa informação é algo negativo para o Brasil se preocupar, pois os indígenas, são pessoas que convivem com culturas diferentes, porém são iguais a todos, têm os mesmos direitos e mesmo assim são tratados de forma diferenciada, tanto pelas autoridades como pela sociedade. Deve-se haver um respeito geral entre as relações, não porque tem uma lei que diz que não devemos praticar preconceito, violência e sim pelo simples fato de respeitar, é uma questão de humanidade e não de animais que não conseguem se comunicar e nem respeitar o ser da mesma espécie.

Fonte

Por Sinara Cristine Dias, EM 231

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