As obras do metrô de São Paulo tiveram seu término adiado. A empresa responsável, Companhia do Metropolitano, alegou que fatores externos prejudicam a rigidez de um calendário de obras. Entre as causas citadas estão: ações judiciais por causa da desapropriação de terrenos, licenciamentos ambientais e planejamento de desvios de tráfego.
As linhas que serão inauguradas mais tarde são a 4-amarela e a 5-lilás. A primeira só será plenamente entregue em 2015, quando a estação Vila Sônia for liberada. Porém, as outras paradas serão liberadas em 2014, como assinalado no projeto inicial. A segunda só será concluída em 2016, quebrando o planejamento de entrega para 2015.
Talvez a parte mais polêmica das entrevistas tenha sido as perguntas sobre a solução dos problemas vigentes. Ao se referir à lotação, o presidente do metrô comparou a entrada das pessoas nos trens à uma fila de pinguins.
Isso mostra como o Brasil, mesmo se desenvolvendo, peca nas mesmas coisas de sempre, como no péssimo sistema de transporte. O descaso com o bem-estar da população chega a níveis extremos quando se compara cidadãos a animais. Além disso, como planejamos nos preparar para eventos de importância mundial, como a Copa de Mundo e as Olimpíadas, se o transporte, carro chefe de uma boa organização urbana, não funciona apropriadamente? O governo precisa repensar suas prioridades, transporte e bem-estar populacional ou dinheiro guardado na cueca?
Por Luana Lopes Lara - Turma EM132
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