Depois de um período de rara bonança, os preços dos produtos do comércio exterior do Brasil acumulam a variação mais desfavorável desde o final da década de 90. Com a freada da economia mundial, produtos que encabeçam a pauta de exportações brasileira se desvalorizaram a partir do ano retrasado; de lá para cá, porém, as mercadorias importadas não ficaram mais baratas.
Segundo a Funcex, no período de 12 meses encerrado em março passado, houve piora de 4,5% nos termos de troca. A deterioração contabilizada desde 2012 é a mais aguda em 13 anos, contudo, não se trata de uma catástrofe, a despeito do revés recente, os preços do comércio internacional permanecem em um dos patamares mais favoráveis da história.
De 2004 a 2011, os preços das exportações brasileiras tiveram alta de 150%, taxa inédita desde o "milagre econômico" dos anos 70. Não por acaso, foi também a era de maior crescimento da renda nacional em que o Produto Interno Bruto cresceu a uma média anual de 4,2%. Agora, em 2013, temos o fim deste período extraordinário.
Mesmo com o desequilíbrio comercial, o Brasil se mantém firme e não tem fortes reflexos deste ocorrido. Como a balança comercial sempre é feita de altos e baixos podemos entender que logo a situação será revertida e estabilizada. Portanto não é necessária nenhuma medida drástica por parte do governo e não a razão para pânico ou risco de crise econômica.
Por Rafael S. Wunderlich e Rodrigo Matheus Reinert, EM 132
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